Plácida ela passeava com o guarda-chuva todo torto e furado
Debaixo do maior toró
Vestida com saiote
E com blusinha em decote
Seus seios trepidavam de modo muito sutil
Ao sacolejar de quando ela saltitava
As poças d’água
Iluminada pelo tungstênio das lâmpadas
Sua maquilagem se esborrava com os pingos da chuva
Que do seu molhado cabelo caíam
Notei seu olho roxo e inchado
Como que esmurrado
(vítima da desculpa esfarrapada
para livrar seu marido de pau pequeno da cruel curra da cadeia)
Sei lá o que teria sido aquilo lá. Só sei que não mais no assunto fiquei a pensar
E ela ainda trazia uma presilha de madrepérola
Presa aos seus encarapinhados cabelos
- O que lhe conferia um ar blasé -
Mas só pensava em um sádico modo de dar-lhe um murro em seu outro olho
E mandar aos gritos que ela parasse de se portar como uma puta
E aos mesmos gritos mandar ela
perguntar o tamanho do meu pau.
Nov 24, 2010
Oct 25, 2010
Pedofílicas (poesia)
I - Oral
Todo o volume esfrangalhando-se em sua boca
E o ritmado vai e vem por entre a língua e os dentes dela me fará explodir em esperma
Vendo pequenas gotas escorrendo pelo canto da boca da menina
Imagino-me nela, teso e vergado
É...
A imaginação voyeurística
Fez-me imaginar um felattio
Do meu pênis naquela boquinha miúda
E maldito seja o picolé que terminara
(a garota era voraz)
Antes que eu acabasse de gozar
II - Anal
Querendo mais que o habitual
Além de meter nos campos vulvais
Da garotinha impávida e estática
Eu queria lá, onde as mulheres
(sempre elas)
Dizem: não! aí dói!
-
Mas queria eu ser o primeiro homem
A conceder a ela o prazer de se sentir gozada
Onde poucas vezes na vida dela
Irão um dia chegar
Com brutalidade eu começo
Forçando a entrada e a fazendo chorar
-
Sem falsas esperanças
Ou juras de amor
Curro-lhe as pueris nádegas
E deixo minha marca efêmera de porra leitosa
E deixo minha marca psicológica eterna estampada na cabeça dela.
III - Rogai
Perdido no mais recôndito cantinho da minha mente
Misturava os sentimentos
Pecado ou não?
Abria os olhos e a epifania se me vinha
E eu falava: “Mas livrai-me do mal”
E o coro dos fiéis repetia laconicamente: “Amém”
Eu os indistinguia: homens e mulheres, jovens ou velhos
Mas eu sentia uma réstia de um tesão inexplicável
Por aqueles que justamente nada poderia sentir
Condenado eu à cadeira do dragão do inferno?
Não sei!
Sei do volume por baixo da minha bata
Quando eu empurrava a óstia por aquela boca pueril
Quedando-me em malícias
E imaginando ali ser meu pau
Uma voz reverberava em mim e dizia:
“Sued, isso é pecado”
Imaginava que a voz fosse reflexo
Reflexo da onipresença e da onisciência de Deus
Que com seu olho via o que se passava
Na sacristia, depois da missa
felattio e orgias
Homéricas em primazia
Auto-penitência para extirpar da carne
Malévolos pensamentos, ditames demoníacos
Ou entregar-me aos prazeres frívolos do pedaço do meu músculo
Que intumesce de sangue quando eu avisto os garotos?
Dúvidas me corroem
E eu não cedo a elas. E continuo a pregar aos fiéis
E continuo a executar meu hediondo crime particular
Que todos rechaçam
E só posso falar assim como se fosse uma auto-absolvição:
“Rogai por nós os pecadores”
Todo o volume esfrangalhando-se em sua boca
E o ritmado vai e vem por entre a língua e os dentes dela me fará explodir em esperma
Vendo pequenas gotas escorrendo pelo canto da boca da menina
Imagino-me nela, teso e vergado
É...
A imaginação voyeurística
Fez-me imaginar um felattio
Do meu pênis naquela boquinha miúda
E maldito seja o picolé que terminara
(a garota era voraz)
Antes que eu acabasse de gozar
II - Anal
Querendo mais que o habitual
Além de meter nos campos vulvais
Da garotinha impávida e estática
Eu queria lá, onde as mulheres
(sempre elas)
Dizem: não! aí dói!
-
Mas queria eu ser o primeiro homem
A conceder a ela o prazer de se sentir gozada
Onde poucas vezes na vida dela
Irão um dia chegar
Com brutalidade eu começo
Forçando a entrada e a fazendo chorar
-
Sem falsas esperanças
Ou juras de amor
Curro-lhe as pueris nádegas
E deixo minha marca efêmera de porra leitosa
E deixo minha marca psicológica eterna estampada na cabeça dela.
III - Rogai
Perdido no mais recôndito cantinho da minha mente
Misturava os sentimentos
Pecado ou não?
Abria os olhos e a epifania se me vinha
E eu falava: “Mas livrai-me do mal”
E o coro dos fiéis repetia laconicamente: “Amém”
Eu os indistinguia: homens e mulheres, jovens ou velhos
Mas eu sentia uma réstia de um tesão inexplicável
Por aqueles que justamente nada poderia sentir
Condenado eu à cadeira do dragão do inferno?
Não sei!
Sei do volume por baixo da minha bata
Quando eu empurrava a óstia por aquela boca pueril
Quedando-me em malícias
E imaginando ali ser meu pau
Uma voz reverberava em mim e dizia:
“Sued, isso é pecado”
Imaginava que a voz fosse reflexo
Reflexo da onipresença e da onisciência de Deus
Que com seu olho via o que se passava
Na sacristia, depois da missa
felattio e orgias
Homéricas em primazia
Auto-penitência para extirpar da carne
Malévolos pensamentos, ditames demoníacos
Ou entregar-me aos prazeres frívolos do pedaço do meu músculo
Que intumesce de sangue quando eu avisto os garotos?
Dúvidas me corroem
E eu não cedo a elas. E continuo a pregar aos fiéis
E continuo a executar meu hediondo crime particular
Que todos rechaçam
E só posso falar assim como se fosse uma auto-absolvição:
“Rogai por nós os pecadores”
Oct 20, 2010
A fábula do jegue (fábula)
Aqui tenho uma fábula sem moral. O legal dessa estória é que o leitor pode dar, seguindo seus sentidos multi-interpretativos, o tom que ele quiser à moral. Sem mais delongas, ei-la:
No alto sertão Nordestino, idos dos anos vintes do século XX, um homem estava sem ter uma mulher para si há quase um ano. O homem estava na maior secura. Eis que no afã de ele tentar encontrar uma mulher o coitado, frustrado por seus respectivos insucessos, vê um jegue ao pé de um cercado. Ele vê o jegue até jeitosinho e sem aquele pudor zoólogo, decide ir foder o cu do animal. O rapaz olha prum lado e pro outro se certificando que não há viva alma a passar por ali, baixa suas calças, levanta o rabo do jegue e empurra o pau com toda a força no bichinho. O jegue que não é bobo, quando sente a metade do pau entrar em seu cu, trava-o com toda a força e prende o rapaz afoito grudado aos quartos do animal. Começou o vai-não-vai e a agonia do homem querendo se desvencilhar do rabo asinal. Eis que o cara pensou: se o jegue aliviar o cu eu tiro meu pau daqui. Mas ao mesmo tempo o animal pensava: se eu aliviar o rabo ele arrocha o resto do pau dentro de mim. Eis que temos o impasse criado. O impasse do jegue onde fez-se um jogo psicológico no qual nenhuma das partes, a fodida e a fodedora, quiseram render-se. E dizem que o rapaz viveu o resto da sua vida preso ao cu do jegue.
No alto sertão Nordestino, idos dos anos vintes do século XX, um homem estava sem ter uma mulher para si há quase um ano. O homem estava na maior secura. Eis que no afã de ele tentar encontrar uma mulher o coitado, frustrado por seus respectivos insucessos, vê um jegue ao pé de um cercado. Ele vê o jegue até jeitosinho e sem aquele pudor zoólogo, decide ir foder o cu do animal. O rapaz olha prum lado e pro outro se certificando que não há viva alma a passar por ali, baixa suas calças, levanta o rabo do jegue e empurra o pau com toda a força no bichinho. O jegue que não é bobo, quando sente a metade do pau entrar em seu cu, trava-o com toda a força e prende o rapaz afoito grudado aos quartos do animal. Começou o vai-não-vai e a agonia do homem querendo se desvencilhar do rabo asinal. Eis que o cara pensou: se o jegue aliviar o cu eu tiro meu pau daqui. Mas ao mesmo tempo o animal pensava: se eu aliviar o rabo ele arrocha o resto do pau dentro de mim. Eis que temos o impasse criado. O impasse do jegue onde fez-se um jogo psicológico no qual nenhuma das partes, a fodida e a fodedora, quiseram render-se. E dizem que o rapaz viveu o resto da sua vida preso ao cu do jegue.
Oct 17, 2010
FDP's (poesia)
para Manoel de Barros
A alvorada é bela
Repleta de tons matinais
De orvalho de desfazendo em vapores
Do carcarejo afoito do galo
Do zumbido dos insetos à busca das flores
-
-
-
Mas por favor digam àqueles passarinhos
Todos filhos da puta
Que respeitem o sono do notívago aqui.
A alvorada é bela
Repleta de tons matinais
De orvalho de desfazendo em vapores
Do carcarejo afoito do galo
Do zumbido dos insetos à busca das flores
-
-
-
Mas por favor digam àqueles passarinhos
Todos filhos da puta
Que respeitem o sono do notívago aqui.
Oct 14, 2010
Eu, ela e ele(a) (conto)
Éramos puro impulso. Eu e N pensávamos e fazíamos sexo em qualquer ocasião e por qualquer motivo. Acho que era pelo fato de sermos amantes fugazes, fortuitos. Verdadeiros stalkers. “É hoje, N?”, “É”, N respondia. E fodíamos desbragadamente como se saciando uma fome pelo corpo um do outro. E tinha que ser tudo saciado naquele instante, pois não éramos namorados, nem noivos, tampouco casados. Eu fodia com N. N fodia comigo. Assim mesmo. Simples.
Nos concedíamos quase todo tipo de sexo “pervertido”. A lista de fetiches era gigante: dominação, sado-masoquismo, fist fucking, sexo oral, anal, menáges à trois, voyeurismo, exibicionismo. Em se tratando de foda já havíamos feito de tudo. Ou melhor: quase tudo. Voltávamos de um bar e N foi me deixar em casa. Estávamos meio bêbados, mas ainda lúcidos. De repente paramos o carro ao lado de umas prostitutas. Algumas belíssimas outras nem tanto. N e eu em sintonia perfeita, nem precisamos falar nada para nos entendermos: ela parou o carro, eu baixei o vidro e chamei uma prostituta loira, muito bonita, vistosa, para conversar com ela. Perguntei quanto era o programa e ela disse que se fosse com nós dois seriam R$100,00. Depois disso ela se revelou. Ela disse algo mais ou menos assim: “mas eu sou menino. tenho pau”. Dispensei gentilmente o travesti, levantei o vidro esperando que N fosse embora dali. Para minha surpresa ela me instigou a sairmos com o travesti para um motel. Eu, ela e ele(a). Se vocês acham que eu titubeei, caros leitores, estão todos enganados. Com a conscentimento de N, baixei o vidro, chamei o travesti de volta, combinamos preço e a duração do programa e partimos os três para uma aventura de picardia sexual que para nós dois, N e eu, foi muito marcante.
Aviso: é preciso despir-se de qualquer preconceito para continuar essa leitura. Não recomendo que sigam adiante os homofóbicos, os que não gostam da ideia do amor livre, os muito religiosos e àqueles travestidos de qualquer ranço machista/feminista/moralista.
Durante o trajeto fui conversando com Lídia (o nome de batismo não condiz com a realidade dos seios bólidos, da pele bem cuidada e do rosto de traços feminos. portanto, não irei citar o nome real dela(e)). Fui pergutando banalidades para quebrar a capinha de gelo que a nova experiência tinha criado sobre N e eu. Lídia disse sem ruborizar que já “tinha comido muito cu de coroa macho”, que já “tinha feito muito homem de mulherzinha com o cu aberto para cima” e que saiu poucas vezes com casal de menino e menina. Lídia disse que a maioria dos seus clientes são homens, senhores com alguma idade e família já estabelecida que adoram o visual de uma mulher fodendo-lhes o cu, rasgando seus rabos com um pau gigantesco mas sem barba e pelos e com a vantagem clara de ter seios comprimindo-lhes as costas na hora do coito de quatro. Quebrada a capinha de gelo, Lídia perguntou qual era nossa liga. Falei que não éramos um casal, que éramos amigos coloridos que apreciavam boa foda e que estávamos querendo experimentar um à trois com um travesti. Lídia ainda perguntou se valeria tudo na hora H. N prontamente disse que haveriam regras e muitas camisinhas.
Chegamos ao motel e entramos no quarto. N ditou em um tom generalesco três regrinhas: nem eu, nem ele vamos chupar seu pau; só se enfia um pau num cu ou numa buceta com camisinha; você, Lídia, não chupa minha buceta nem beija na boca de ninguém. Eu e Lídia nos entreolhamos e fizemos sinais de que entendemos o recado. O quarto tinha dois banheiros e fomos tomar banho eu e N e Lídia, sozinha. Saí sem roupa, pois sabia que dali a pouco ou eu teria meus pudores enterrados e jogado pra puta que o pariu ou vestiria minhas roupas e esperaria um homem de verdade vir até ali e dar cabo da situação. N era uma poesia de rimas fortes e suaves ao mesmo tempo: pele alva, gostossísima, seios que todos queríamos tê-los nas nossas bocas ou segurando-os forte enquanto N cavalga nossos paus como uma amazona. Lídia era assim: uma mulher sem tirar nem por: cabelos loiros e lisos, seios siliconados, rijos e com temperância, bunda escultural, mas com um pau muito maior que o meu e provavelmente maior e mais grosso que o do leitor que está achando esse conto uma viadagem sem limites no lugar de uma buceta. Quando vi o pau de Lídia, pensei que se N mandasse ele(a) me comer o cu eu estaria literalmente fodido. Começamos os três na cama, eu e N nos beijando e Lídia se masturbando, deixando seu pau duro para a eventualidade iminente. Nesses instantes ninguém precisa falar muito para que todos se entendam. N trepou sua buceta na minha boca e Lídia, num arroubo, começou a me chupar o pau. Eu tentei compreender a delícia de ter prazer fazendo sexo oral em N e recebendo boquete ao mesmo tempo. Indescritível. Trocamos de posição. Preliminares ainda. Deitei N de costas na cama, sentei-me sobre seu peito e empurrei meu pau na sua boca, sufocando-a ao mesmo tempo que Lídia fazia uma festa oral comprimido a língua contra a pudenda feminina parte que o travesti desejava ter (temos aqui uma das regras impostas por N quebradas - rsrsrs). Paus tesos demais, buceta úmida de tanto exsudor, géis lubrificantes à vontade para besuntarmos os cus que estavam para serem comidos e fomos ao encontro das nossas mais recônditas vontades. N estabeleceu-se como uma espécie de chefe que comandaria toda a putaria.
Num impulso N disse: “meu bem” (apontando o dedo em riste na minha cara) “fique de quatro e abra bem seu cu, pois vamos meter”. Obedeci e senti o o friozinho do lubrificante em abundância inundando-me. Primeiro um dedo. Não sabia de quem, mas isso não importava. O dedo ia freneticamente comendo-me, abrindo espaço para coisa mais calibrosa. De repente a sensação de uma boca envolvendo meu pênis. Pela pegada percebi que era N que estava se fartando com sua boca em mim. Pensei por um segundo que se N estava a me chupar o pau e as bolas meu cu estava desguarnecido. De repente aquela estocada profunda me fez gemer alto de dor e pedi para Lídia ir com mais calma. O prazer anal às vezes exige sacrifícios difíceis de se explicar de modo racional. Trocamos todos de posição. N de quatro com a bunda totalmente empinada, louca para receber pela buceta e depois pelo cu. E ela teve o que seu corpo pediu. Fui até próximo de sua boca e ela babujava meu pênis de saliva com um apetite insaciável. E Lídia trabalhava muito bem, enterrando sua pica gigante na buceta de N. Mas eu costumo falar que pela buceta qualquer pau, com carinho, entra. Extasiei-me de prazer quando N chorava de dor ao sentir as poderosas estocadas que Lídia empregava na sua bunda. Um rendez-vous delicioso. Ficávamos pouco tempo em cada nova posição que N coreografava com um intuito muito elevado de seu modus pornografiorum. Gozamos os três quase ao mesmo tempo, sem camisinhas, um na boca do outro, em um carrossel sexual muito delicioso. Deitados na cama eu estava chupando a buceta de N alargada pelo pau de Lídia, Lídia estava me chupando e ela própria se masturbava. Depois daquele festival de porra, tomamos banho, comemos tudo o que havia no frigobar, pagamos Lídia, fomos deixá-la no kitnet onde ela morava e N me deixou em casa. Eram 4:00h da manhã de um domingo qualquer. Antes de dormir rezei o Pai Nosso e a Ave Maria. Eu tinha exatamente duas horas para descansar antes de encarar a primeira missa do dia que eu iria rezar.
Nos concedíamos quase todo tipo de sexo “pervertido”. A lista de fetiches era gigante: dominação, sado-masoquismo, fist fucking, sexo oral, anal, menáges à trois, voyeurismo, exibicionismo. Em se tratando de foda já havíamos feito de tudo. Ou melhor: quase tudo. Voltávamos de um bar e N foi me deixar em casa. Estávamos meio bêbados, mas ainda lúcidos. De repente paramos o carro ao lado de umas prostitutas. Algumas belíssimas outras nem tanto. N e eu em sintonia perfeita, nem precisamos falar nada para nos entendermos: ela parou o carro, eu baixei o vidro e chamei uma prostituta loira, muito bonita, vistosa, para conversar com ela. Perguntei quanto era o programa e ela disse que se fosse com nós dois seriam R$100,00. Depois disso ela se revelou. Ela disse algo mais ou menos assim: “mas eu sou menino. tenho pau”. Dispensei gentilmente o travesti, levantei o vidro esperando que N fosse embora dali. Para minha surpresa ela me instigou a sairmos com o travesti para um motel. Eu, ela e ele(a). Se vocês acham que eu titubeei, caros leitores, estão todos enganados. Com a conscentimento de N, baixei o vidro, chamei o travesti de volta, combinamos preço e a duração do programa e partimos os três para uma aventura de picardia sexual que para nós dois, N e eu, foi muito marcante.
Aviso: é preciso despir-se de qualquer preconceito para continuar essa leitura. Não recomendo que sigam adiante os homofóbicos, os que não gostam da ideia do amor livre, os muito religiosos e àqueles travestidos de qualquer ranço machista/feminista/moralista.
Durante o trajeto fui conversando com Lídia (o nome de batismo não condiz com a realidade dos seios bólidos, da pele bem cuidada e do rosto de traços feminos. portanto, não irei citar o nome real dela(e)). Fui pergutando banalidades para quebrar a capinha de gelo que a nova experiência tinha criado sobre N e eu. Lídia disse sem ruborizar que já “tinha comido muito cu de coroa macho”, que já “tinha feito muito homem de mulherzinha com o cu aberto para cima” e que saiu poucas vezes com casal de menino e menina. Lídia disse que a maioria dos seus clientes são homens, senhores com alguma idade e família já estabelecida que adoram o visual de uma mulher fodendo-lhes o cu, rasgando seus rabos com um pau gigantesco mas sem barba e pelos e com a vantagem clara de ter seios comprimindo-lhes as costas na hora do coito de quatro. Quebrada a capinha de gelo, Lídia perguntou qual era nossa liga. Falei que não éramos um casal, que éramos amigos coloridos que apreciavam boa foda e que estávamos querendo experimentar um à trois com um travesti. Lídia ainda perguntou se valeria tudo na hora H. N prontamente disse que haveriam regras e muitas camisinhas.
Chegamos ao motel e entramos no quarto. N ditou em um tom generalesco três regrinhas: nem eu, nem ele vamos chupar seu pau; só se enfia um pau num cu ou numa buceta com camisinha; você, Lídia, não chupa minha buceta nem beija na boca de ninguém. Eu e Lídia nos entreolhamos e fizemos sinais de que entendemos o recado. O quarto tinha dois banheiros e fomos tomar banho eu e N e Lídia, sozinha. Saí sem roupa, pois sabia que dali a pouco ou eu teria meus pudores enterrados e jogado pra puta que o pariu ou vestiria minhas roupas e esperaria um homem de verdade vir até ali e dar cabo da situação. N era uma poesia de rimas fortes e suaves ao mesmo tempo: pele alva, gostossísima, seios que todos queríamos tê-los nas nossas bocas ou segurando-os forte enquanto N cavalga nossos paus como uma amazona. Lídia era assim: uma mulher sem tirar nem por: cabelos loiros e lisos, seios siliconados, rijos e com temperância, bunda escultural, mas com um pau muito maior que o meu e provavelmente maior e mais grosso que o do leitor que está achando esse conto uma viadagem sem limites no lugar de uma buceta. Quando vi o pau de Lídia, pensei que se N mandasse ele(a) me comer o cu eu estaria literalmente fodido. Começamos os três na cama, eu e N nos beijando e Lídia se masturbando, deixando seu pau duro para a eventualidade iminente. Nesses instantes ninguém precisa falar muito para que todos se entendam. N trepou sua buceta na minha boca e Lídia, num arroubo, começou a me chupar o pau. Eu tentei compreender a delícia de ter prazer fazendo sexo oral em N e recebendo boquete ao mesmo tempo. Indescritível. Trocamos de posição. Preliminares ainda. Deitei N de costas na cama, sentei-me sobre seu peito e empurrei meu pau na sua boca, sufocando-a ao mesmo tempo que Lídia fazia uma festa oral comprimido a língua contra a pudenda feminina parte que o travesti desejava ter (temos aqui uma das regras impostas por N quebradas - rsrsrs). Paus tesos demais, buceta úmida de tanto exsudor, géis lubrificantes à vontade para besuntarmos os cus que estavam para serem comidos e fomos ao encontro das nossas mais recônditas vontades. N estabeleceu-se como uma espécie de chefe que comandaria toda a putaria.
Num impulso N disse: “meu bem” (apontando o dedo em riste na minha cara) “fique de quatro e abra bem seu cu, pois vamos meter”. Obedeci e senti o o friozinho do lubrificante em abundância inundando-me. Primeiro um dedo. Não sabia de quem, mas isso não importava. O dedo ia freneticamente comendo-me, abrindo espaço para coisa mais calibrosa. De repente a sensação de uma boca envolvendo meu pênis. Pela pegada percebi que era N que estava se fartando com sua boca em mim. Pensei por um segundo que se N estava a me chupar o pau e as bolas meu cu estava desguarnecido. De repente aquela estocada profunda me fez gemer alto de dor e pedi para Lídia ir com mais calma. O prazer anal às vezes exige sacrifícios difíceis de se explicar de modo racional. Trocamos todos de posição. N de quatro com a bunda totalmente empinada, louca para receber pela buceta e depois pelo cu. E ela teve o que seu corpo pediu. Fui até próximo de sua boca e ela babujava meu pênis de saliva com um apetite insaciável. E Lídia trabalhava muito bem, enterrando sua pica gigante na buceta de N. Mas eu costumo falar que pela buceta qualquer pau, com carinho, entra. Extasiei-me de prazer quando N chorava de dor ao sentir as poderosas estocadas que Lídia empregava na sua bunda. Um rendez-vous delicioso. Ficávamos pouco tempo em cada nova posição que N coreografava com um intuito muito elevado de seu modus pornografiorum. Gozamos os três quase ao mesmo tempo, sem camisinhas, um na boca do outro, em um carrossel sexual muito delicioso. Deitados na cama eu estava chupando a buceta de N alargada pelo pau de Lídia, Lídia estava me chupando e ela própria se masturbava. Depois daquele festival de porra, tomamos banho, comemos tudo o que havia no frigobar, pagamos Lídia, fomos deixá-la no kitnet onde ela morava e N me deixou em casa. Eram 4:00h da manhã de um domingo qualquer. Antes de dormir rezei o Pai Nosso e a Ave Maria. Eu tinha exatamente duas horas para descansar antes de encarar a primeira missa do dia que eu iria rezar.
Oct 11, 2010
Punheta para Nabokov (conto)
A cara icônica da Hello Kitty estampada como pequenos micro-adesivos sobre suas unhas denunciava que ela tinha pouca idade: no máximo 16 anos. Mas quem quiser se iludir que se iluda. Dora era uma mulher já feita e esculpida desde que fizera 14 anos. Ela agora tem 15. Mas quando falo em mulher esculpida me refiro ao corpo somente, pois a cabeça de qualquer pessoa aos 15 anos não passa de uma gigantesca folha A4 em branco.
Seios, bunda e pernas capazes de saciar muitos homens. Ah, Dora que povoa nossos sonhos. Dora que lembrava Dinaura, lacônica personagem do Milton Hatoum: um fantasma fortuito que me assombrou por dois minutos num ponto de ônibus e agora reverbera em meus sonhos mais profundos. Doce cunhatã que na sua fase pueril já encanta todos os homens do mundo. Mas que sabemos todos que aos 30, desprovida de inteligência e de cremes e pós para a pele, não encantará mais ninguém.
Pedofilia é ato e fato. Imaginar-me fartando-me nos seios de Dora, afundando minha língua entre seus lábios, estocando minha espada de esperma e sangue nela por inteira não é pecado, pois não há ação. Há intenção apenas. Intenso desejo que nutro por ela, imaginando seu corpo todo durinho, mas cheio da brasa que queima e faísca ao mínimo toque, à passada da ponta ríspida da minha língua no bico dos seus seios, ao arfar da minha respiração curta e entrecortada bem no meio das suas pernas.
Depois dessa cavalar dose de tesão já penso em quão úmida deva estar Dora. Pronta para mim como se fala “venha me fazer mulher”. E o ardor que sinto quando aos poucos vou comprimindo-lhe os lábios pequenos e grandes com minha vara é indescritível. Mas sinto que não encontrei nenhuma barreira na penetração. E ela fala “ops, acho que foi da vez com Carlos que perdi a inocência”. Pensei “grande putinha, hein”. Ela pareceu advinhar meus pensamentos e começou a afundar-se de forma completa em mim. Em ritmantes vais e vens gozamos juntos.
Desejar uma menina (com pouca idade, mas mulher) é símbolo de intolerância na nossa sociedade ocidental. Por isso que eu gosto do Russo que deliciou a mente dos cidadãos enrustidos que desejam as Doras dos pontos de ônibus, que as fodem com o conscentimento safado dessas mesmas meninas nada pudicas e se deliciam em masturbações por quem eles não podem foder. Eis que passado o curto espaço de tempo que se decorreu de quando eu vi a plácida Dora esperando seu ônibus chegar, despi-me dos preceitos e preconceitos de nossa sociedade, refujiei-me em meu mais sórdido íntimo e em nada pueris punhetas, sentado à privada do meu banheiro, tornei a menina em mulher, mandei ela esquecer o tal Carlos, fodi-a de tudo que era jeito e maneira e por fim, regozijado, esporrei em sua boca inundada de saliva. No fim de tudo, abraçamo-nos e eu lhe disse “te amo”.
Seios, bunda e pernas capazes de saciar muitos homens. Ah, Dora que povoa nossos sonhos. Dora que lembrava Dinaura, lacônica personagem do Milton Hatoum: um fantasma fortuito que me assombrou por dois minutos num ponto de ônibus e agora reverbera em meus sonhos mais profundos. Doce cunhatã que na sua fase pueril já encanta todos os homens do mundo. Mas que sabemos todos que aos 30, desprovida de inteligência e de cremes e pós para a pele, não encantará mais ninguém.
Pedofilia é ato e fato. Imaginar-me fartando-me nos seios de Dora, afundando minha língua entre seus lábios, estocando minha espada de esperma e sangue nela por inteira não é pecado, pois não há ação. Há intenção apenas. Intenso desejo que nutro por ela, imaginando seu corpo todo durinho, mas cheio da brasa que queima e faísca ao mínimo toque, à passada da ponta ríspida da minha língua no bico dos seus seios, ao arfar da minha respiração curta e entrecortada bem no meio das suas pernas.
Depois dessa cavalar dose de tesão já penso em quão úmida deva estar Dora. Pronta para mim como se fala “venha me fazer mulher”. E o ardor que sinto quando aos poucos vou comprimindo-lhe os lábios pequenos e grandes com minha vara é indescritível. Mas sinto que não encontrei nenhuma barreira na penetração. E ela fala “ops, acho que foi da vez com Carlos que perdi a inocência”. Pensei “grande putinha, hein”. Ela pareceu advinhar meus pensamentos e começou a afundar-se de forma completa em mim. Em ritmantes vais e vens gozamos juntos.
Desejar uma menina (com pouca idade, mas mulher) é símbolo de intolerância na nossa sociedade ocidental. Por isso que eu gosto do Russo que deliciou a mente dos cidadãos enrustidos que desejam as Doras dos pontos de ônibus, que as fodem com o conscentimento safado dessas mesmas meninas nada pudicas e se deliciam em masturbações por quem eles não podem foder. Eis que passado o curto espaço de tempo que se decorreu de quando eu vi a plácida Dora esperando seu ônibus chegar, despi-me dos preceitos e preconceitos de nossa sociedade, refujiei-me em meu mais sórdido íntimo e em nada pueris punhetas, sentado à privada do meu banheiro, tornei a menina em mulher, mandei ela esquecer o tal Carlos, fodi-a de tudo que era jeito e maneira e por fim, regozijado, esporrei em sua boca inundada de saliva. No fim de tudo, abraçamo-nos e eu lhe disse “te amo”.
Sep 16, 2010
Imprecisões imprecisas (poesia)
- Aí faz mais calor que aqui!
Impressão sua!
- Aí é mais úmido que aqui!
Impressão sua!
- O trânsito daí é pior do que o daqui!
Impressão sua!
- Aí tem 15 mulheres para um homem!
Então alguém está com 30 mulheres, pois eu estou sem nenhuma!
- O que aí tem de melhor que aqui?
Tem uma coisa pior. Não tem você.
Impressão sua!
- Aí é mais úmido que aqui!
Impressão sua!
- O trânsito daí é pior do que o daqui!
Impressão sua!
- Aí tem 15 mulheres para um homem!
Então alguém está com 30 mulheres, pois eu estou sem nenhuma!
- O que aí tem de melhor que aqui?
Tem uma coisa pior. Não tem você.
Sep 10, 2010
Voo para lugar algum (poesia)
É triste a despedida.
A despedida para sempre é foda.
---
Uma nova vida se vislumbra diante da minha realidade.
Mas não consigo esquecer a vida que vivi contigo.
---
O tempo é o senhor da razão.
Mas estou sem razão por hora.
Essa falta de senso acabará: não sabemos se em um dia ou um século.
---
O “Voo para lugar algum” é uma descarada parafrase do Bukowski -
“Flight time to nowhere”.
Lanço-me de um lugar para o outro. Tento fugir da realidade que construímos juntos.
Mas acabo na vala comum do lugar nominado que chamamos SOLITUDE.
---
Te amo.
A despedida para sempre é foda.
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Uma nova vida se vislumbra diante da minha realidade.
Mas não consigo esquecer a vida que vivi contigo.
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O tempo é o senhor da razão.
Mas estou sem razão por hora.
Essa falta de senso acabará: não sabemos se em um dia ou um século.
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O “Voo para lugar algum” é uma descarada parafrase do Bukowski -
“Flight time to nowhere”.
Lanço-me de um lugar para o outro. Tento fugir da realidade que construímos juntos.
Mas acabo na vala comum do lugar nominado que chamamos SOLITUDE.
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Te amo.
Aug 25, 2010
O Mickey (conto)
Uma voz atrás de mim ressoa. Tal como o esganiçar triste de um cachorro sem dono.
Beirando a nulidade sentimental, como se num trombetear resfolegante de anjos combalidos,
ela fala: “poxa... mas você não presta pra porra nenhuma”.
E quem não presta era ele, endiabrado conquistador de ninfetas da periferia.
Bem que a mãe dela a avisara: “esse tipo de homem, minha filha, a gente não quer nem pra
nossas inimigas”. Mas o frescor da juventude, aliado à idiotia agalopada que faz da maioria com menos de 20 anos ter bosta ao invés de cérebro na cabeça, a impediu de enxergar a roubada em que ela estava se metendo.
Voltemos à discussão.
A menina tentava se exaltar para, talvez, passar pelo telefone a exatidão do que ela estava achando de toda aquela palhaçada que ele aprontara. Mas sua voz minguava a cada instante e o efeito ficava evidentemente inverso (mesmo para eu que sequer escutei a voz dele): ele crescia em argumentação. Um mestre brilhante da retórica, descendente direto de Sócrates e que conseguia com o mínimo de argumentos, convencer ela que ele estava com a razão de coisas vis como ter fodido com outra menina e a engravidado, ter 'ficado' com um sem-número de 'piriguetes' em bailes de tecno-brega e ter esquecido a amada na porta do shopping no exato dia em que eles fariam 4 meses de namoro.
Eis que num momento da discussão ela se exasperou e disse em um tom calmo e pontiagudo: “na nossa relação, você é o Mickey e eu sou a Pateta. sempre”. Ela desligou o telefone, suspirou e disse algo mais ou menos assim: “homem é assim mesmo, mas pior é sem eles. esse filho de uma puta eu não largo”.
Mulheres tem complexo de inferioridade, acho eu. Fazer-se de babaca, de escada para uma pessoa escrota qualquer não é empresa para mim, por exemplo. Duas recomendações para as do sexo feminino: cuidado com essas falsas armadilhas arquetípicas de promessas de 'te amo' e sejam mais discretas no ônibus, pois eu posso estar por perto, brechar vossa conversa e poetar sobre a porra toda.
Beirando a nulidade sentimental, como se num trombetear resfolegante de anjos combalidos,
ela fala: “poxa... mas você não presta pra porra nenhuma”.
E quem não presta era ele, endiabrado conquistador de ninfetas da periferia.
Bem que a mãe dela a avisara: “esse tipo de homem, minha filha, a gente não quer nem pra
nossas inimigas”. Mas o frescor da juventude, aliado à idiotia agalopada que faz da maioria com menos de 20 anos ter bosta ao invés de cérebro na cabeça, a impediu de enxergar a roubada em que ela estava se metendo.
Voltemos à discussão.
A menina tentava se exaltar para, talvez, passar pelo telefone a exatidão do que ela estava achando de toda aquela palhaçada que ele aprontara. Mas sua voz minguava a cada instante e o efeito ficava evidentemente inverso (mesmo para eu que sequer escutei a voz dele): ele crescia em argumentação. Um mestre brilhante da retórica, descendente direto de Sócrates e que conseguia com o mínimo de argumentos, convencer ela que ele estava com a razão de coisas vis como ter fodido com outra menina e a engravidado, ter 'ficado' com um sem-número de 'piriguetes' em bailes de tecno-brega e ter esquecido a amada na porta do shopping no exato dia em que eles fariam 4 meses de namoro.
Eis que num momento da discussão ela se exasperou e disse em um tom calmo e pontiagudo: “na nossa relação, você é o Mickey e eu sou a Pateta. sempre”. Ela desligou o telefone, suspirou e disse algo mais ou menos assim: “homem é assim mesmo, mas pior é sem eles. esse filho de uma puta eu não largo”.
Mulheres tem complexo de inferioridade, acho eu. Fazer-se de babaca, de escada para uma pessoa escrota qualquer não é empresa para mim, por exemplo. Duas recomendações para as do sexo feminino: cuidado com essas falsas armadilhas arquetípicas de promessas de 'te amo' e sejam mais discretas no ônibus, pois eu posso estar por perto, brechar vossa conversa e poetar sobre a porra toda.
Aug 19, 2010
Feto (conto)
(consultoria médico-científica da @brabul)
Ela estava deitada. Com a tez muito alva e as veias arroxeadas a lhe desenhar pequenas teias capilares de varizes pelo pescoço. Impávida, ela tinha uma cintura com boa pegada... ancas que cabiam certas nas mãos de qualquer homem que quisesse comer ela de quatro. Linda e nua, coberta por um lençol fino que deixava revelar detalhes dos seus seios. Dois pequenos bólidos que sustentavam os mamilos como se fossem o prêmio que Sísifo queria conquistar, mas nunca conseguiu. Suas formas, seu corpo juvenil, sua púbere vagina e púbis era o que mais o excitava. Cabelos negros escorregam por seu rosto e o toque suave da luz do pequeno, embora potente refletor da maca do necrotério lhe resplandecia mais ainda a beleza do seu corpo. Juan ficou em volta de Julia por algumas horas, estudando uma forma de chegar nela e lambuzá-la e fodê-la de forma que outras pessoas não o vissem. A cabeça de Juan simplesmente não alcançava os motivos pelos quais a conduta moralista da sociedade onde ele vivia não permitia relações sexuais entre vivos e mortos.
Do necrotério para a UTI um milagre se operava naquele local. Julia, considerada clinicamente morta, voltara a vida, embora encarcerada em seu próprio corpo, inerte, vítima de um severo acidente vascular cerebral que num primeiro momento tinha lhe falseado a vida, mas agora a condenava ao leito por tempo indeterminado: Julia estava em coma.
O coma dela era tão intenso que ela parecia desfalecida. Com um tubo respirador traquéia adentro, Julia ganhava um aspecto horrível, de se dar dó. Parecia mais uma boneca inerte, respirando e comendo e cagando e mijando por aparelhos. Embora sua família vivesse com a esperança quase nula de que ela voltasse às suas funções vitais básicas sem que fossem necessários tamanho aparato médico-tecnológico, ela estava morta o suficiente para deixar Juan com prazer, com um tesão incontrolável. E ele brechava Julia pela portinhola basculante do quarto 1235 do hospital. Na calada da noite dos corredores escuros que reverberavam o silêncio do ambiente, Juan se consumia em masturbação, imaginando estuprar o corpo sem vida de Julia. Ele só lamentava o fato dela embora parecer morta, estar quente.
A única coisa que era complexa na “relação” sexual entre um morto e um vivo era a penetração. Os músculos da vagina se contraem todos post mortem e a lubrificação natural das mulheres cessa, deixando a vagina sequíssima e intransponível. Para alguns necrófilos resta se valer de um expediente pouco ortodoxo: eles esfregam seus pênis na morta/o até gozar e depois lambuzam os dedos sujos com esperma dentro da vagina ou do ânus dos corpos que eles profanam. Talvez um método contraceptivo dos mais inteligentes: “ejacular” dentro de um corpo sem vida, cujo útero não mais poderia gerar uma vida.
Nove meses depois que Julia tinha entrado em coma ela dá a luz a um nenê que ninguém imaginava como teria sido concebido. Talvez Julia estivesse entrado em estado de coma grávida. Juan sabia da verdade sobre seu filho.
Ela estava deitada. Com a tez muito alva e as veias arroxeadas a lhe desenhar pequenas teias capilares de varizes pelo pescoço. Impávida, ela tinha uma cintura com boa pegada... ancas que cabiam certas nas mãos de qualquer homem que quisesse comer ela de quatro. Linda e nua, coberta por um lençol fino que deixava revelar detalhes dos seus seios. Dois pequenos bólidos que sustentavam os mamilos como se fossem o prêmio que Sísifo queria conquistar, mas nunca conseguiu. Suas formas, seu corpo juvenil, sua púbere vagina e púbis era o que mais o excitava. Cabelos negros escorregam por seu rosto e o toque suave da luz do pequeno, embora potente refletor da maca do necrotério lhe resplandecia mais ainda a beleza do seu corpo. Juan ficou em volta de Julia por algumas horas, estudando uma forma de chegar nela e lambuzá-la e fodê-la de forma que outras pessoas não o vissem. A cabeça de Juan simplesmente não alcançava os motivos pelos quais a conduta moralista da sociedade onde ele vivia não permitia relações sexuais entre vivos e mortos.
Do necrotério para a UTI um milagre se operava naquele local. Julia, considerada clinicamente morta, voltara a vida, embora encarcerada em seu próprio corpo, inerte, vítima de um severo acidente vascular cerebral que num primeiro momento tinha lhe falseado a vida, mas agora a condenava ao leito por tempo indeterminado: Julia estava em coma.
O coma dela era tão intenso que ela parecia desfalecida. Com um tubo respirador traquéia adentro, Julia ganhava um aspecto horrível, de se dar dó. Parecia mais uma boneca inerte, respirando e comendo e cagando e mijando por aparelhos. Embora sua família vivesse com a esperança quase nula de que ela voltasse às suas funções vitais básicas sem que fossem necessários tamanho aparato médico-tecnológico, ela estava morta o suficiente para deixar Juan com prazer, com um tesão incontrolável. E ele brechava Julia pela portinhola basculante do quarto 1235 do hospital. Na calada da noite dos corredores escuros que reverberavam o silêncio do ambiente, Juan se consumia em masturbação, imaginando estuprar o corpo sem vida de Julia. Ele só lamentava o fato dela embora parecer morta, estar quente.
A única coisa que era complexa na “relação” sexual entre um morto e um vivo era a penetração. Os músculos da vagina se contraem todos post mortem e a lubrificação natural das mulheres cessa, deixando a vagina sequíssima e intransponível. Para alguns necrófilos resta se valer de um expediente pouco ortodoxo: eles esfregam seus pênis na morta/o até gozar e depois lambuzam os dedos sujos com esperma dentro da vagina ou do ânus dos corpos que eles profanam. Talvez um método contraceptivo dos mais inteligentes: “ejacular” dentro de um corpo sem vida, cujo útero não mais poderia gerar uma vida.
Nove meses depois que Julia tinha entrado em coma ela dá a luz a um nenê que ninguém imaginava como teria sido concebido. Talvez Julia estivesse entrado em estado de coma grávida. Juan sabia da verdade sobre seu filho.
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