(Sidclay Dias, Belém, 2009)
(história recolhida por aí, nessas andanças por esse mundão largo e comprido)
Interior do Pará, insertae data et sedis. Um amigo meu contou um caso que com ele aconteceu que é no mínino curioso e no máximo hilário. Codinome do amigo: P. Vamos lá:
P estava há alguns dias sem ter uma mulher para si. A gala tava expurgando pelas orelhas e por quase nada de mulher ele foderia até mesmo o mais medonho dos espécimens femininos que pelo caminho dele passase. E nesses interiores do Norte o que não falta é uma foda farta, desprovida de qualquer pudor católico. Saibam que nesses baixios menoridade não é nada e virgindades caem por terra aos 13, 14 anos de forma muito mais normal que lhes pareçam. E “caem” por insistência das meninas que, por falta de explicação melhor e mais científica, tem um fogo indomável na buceta.
E P estava numa cidadela à procura. Ele tava caçando uma vítima para seu abate de foda. Ele visou a vítima, fizeram contato visual, houve resposta positiva que permitira a abordagem e daí começa o festival de equívocos e presepadas que agora eu lhes contarei:
P - Oi.
Menina (tímida) – Olá! Cê não é daqui, certo?
P – Não... sou de Belém.
Menina (olhos brilhando) – Olha... legal... quer ficar conversando comigo?
P – Claro, fico sim!
Menina – Quer um pouco? (e prontamente mostrou uma panela de feijão com arroz que ela estava a comer sentada na soleira de um bar de terceira ordem onde P a visou pela primeira vez).
E a menina insistia com uma colher em riste cheia de baião-de-dois a enfiar goela abaixo de P a mistura. P relutou um pouco, mas pensou: porra, eu já vou foder essa guria mesmo, o que faz de mal se eu comer esse arroz com feijão? E comeu! Não uma, mas duas colheradas. E não obstante a menina ainda ofereceu parte do bife que no fundo da panela estava. P pensou: Caralho, se a Menina tá me oferenco do seu sustento é poque ela quer dar pra mim. E vai rolar cu no mínimo. E empolgado, P comeu do bife dela (sem metáforas, o bife é literal mesmo).
Papo vai, papo vem e P estava excitadíssimo. Mas a menina parecia em outra órbita, como se lhe quisese falar outra coisa que não sobre uma eventual trepada. E, de supetão, ela solta:
Menina – Eu tenho filho!
P (pensa) – Como se isso fosse alguma novidade....
P (fala pra ela) – Tudo bem com seu filho... ele não vai saber de nada... só quero te levar pro hotel onde hospedado estou. E lá quem sabe, né?
Menina – É que meu filho é recém-nascido e eu estou dando leite ainda...
Estupefato, P viu a menina tirar um seio de dentro de sua sumária blusinha e apertá-lo entre os dedos. Pra maioria dos homens do mundo a cena descrita a seguir amoleceria o pau de qualquer um: da tetinha saiu leitinho. Em esguicho. Farto e santo leite. Por isso a menina não queria ir com P. Há um senso comum nesses rincões que as lactantes não podem foder. E pra espanto da “classe homem” em geral, P ficou de p... duro ao ver o leite escorrendo pela morena teta. Pra findar o ocorrido, a menina ainda pediu pra P que ele lhe desse R$12,00 para que ela pudesse comprar uma lata de leite em pó. Lógica cabocla: se eu ministrar leite em pó pra meu filho, meu peito secará e voltarei a transar (talvez angariando 5 ou 6 reais por fodida que eu dê).
P estendeu uma nota de R$20,00 e disse: fique com o resto pra você. A essa altura do campeonato, de pau mole, ele não se importaria com R$8,00 de troco.