I - Oral
Todo o volume esfrangalhando-se em sua boca
E o ritmado vai e vem por entre a língua e os dentes dela me fará explodir em esperma
Vendo pequenas gotas escorrendo pelo canto da boca da menina
Imagino-me nela, teso e vergado
É...
A imaginação voyeurística
Fez-me imaginar um felattio
Do meu pênis naquela boquinha miúda
E maldito seja o picolé que terminara
(a garota era voraz)
Antes que eu acabasse de gozar
II - Anal
Querendo mais que o habitual
Além de meter nos campos vulvais
Da garotinha impávida e estática
Eu queria lá, onde as mulheres
(sempre elas)
Dizem: não! aí dói!
-
Mas queria eu ser o primeiro homem
A conceder a ela o prazer de se sentir gozada
Onde poucas vezes na vida dela
Irão um dia chegar
Com brutalidade eu começo
Forçando a entrada e a fazendo chorar
-
Sem falsas esperanças
Ou juras de amor
Curro-lhe as pueris nádegas
E deixo minha marca efêmera de porra leitosa
E deixo minha marca psicológica eterna estampada na cabeça dela.
III - Rogai
Perdido no mais recôndito cantinho da minha mente
Misturava os sentimentos
Pecado ou não?
Abria os olhos e a epifania se me vinha
E eu falava: “Mas livrai-me do mal”
E o coro dos fiéis repetia laconicamente: “Amém”
Eu os indistinguia: homens e mulheres, jovens ou velhos
Mas eu sentia uma réstia de um tesão inexplicável
Por aqueles que justamente nada poderia sentir
Condenado eu à cadeira do dragão do inferno?
Não sei!
Sei do volume por baixo da minha bata
Quando eu empurrava a óstia por aquela boca pueril
Quedando-me em malícias
E imaginando ali ser meu pau
Uma voz reverberava em mim e dizia:
“Sued, isso é pecado”
Imaginava que a voz fosse reflexo
Reflexo da onipresença e da onisciência de Deus
Que com seu olho via o que se passava
Na sacristia, depois da missa
felattio e orgias
Homéricas em primazia
Auto-penitência para extirpar da carne
Malévolos pensamentos, ditames demoníacos
Ou entregar-me aos prazeres frívolos do pedaço do meu músculo
Que intumesce de sangue quando eu avisto os garotos?
Dúvidas me corroem
E eu não cedo a elas. E continuo a pregar aos fiéis
E continuo a executar meu hediondo crime particular
Que todos rechaçam
E só posso falar assim como se fosse uma auto-absolvição:
“Rogai por nós os pecadores”
Oct 25, 2010
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5 comentários:
Muuuuito bom Sid! Adorei!
by Manu
No fim da parte 'Anal', quando tu fechas com a frase: "E deixo minha marca psicológica eterna estampada na cabeça dela", mostra bem a questão do trauma, na qual o adulto tem a consciência das consequências dos seus próprios atos, mas um ímpeto de prazer o persegue tanto que acaba por cegar qualquer tipo de racionalidade.
A terceira parte, o 'Rogai' foi um tapa bem explorado e bem dado em cima da igreja e de pessoas que pregam 'a moral e os bons costumes', mas se escondem atrás de dogmas frágeis e de falsos celibatos pra explorar suas perversões de maneira cruel e inescrupulosa. Enfim, essas foram as minhas impressões e o que eu pude perceber da tua poesia.
Escreves muito bem, Sidclay. E como eu já disse outrora, espero ser assim quando eu crescer.
Abraços.
Karimme.
Tenso em diversos sentidos.
Abracos,
Claudio
Прикольная новость, как скоро ожидается поступление нового материала и вообщем стоит ожидать ?
Brilhante!!! adorei
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