Oct 25, 2010

Pedofílicas (poesia)

I - Oral


Todo o volume esfrangalhando-se em sua boca
E o ritmado vai e vem por entre a língua e os dentes dela me fará explodir em esperma
Vendo pequenas gotas escorrendo pelo canto da boca da menina
Imagino-me nela, teso e vergado


É...


A imaginação voyeurística
Fez-me imaginar um felattio
Do meu pênis naquela boquinha miúda
E maldito seja o picolé que terminara
(a garota era voraz)
Antes que eu acabasse de gozar



II - Anal


Querendo mais que o habitual
Além de meter nos campos vulvais
Da garotinha impávida e estática
Eu queria lá, onde as mulheres
(sempre elas)
Dizem: não! aí dói!

-

Mas queria eu ser o primeiro homem
A conceder a ela o prazer de se sentir gozada
Onde poucas vezes na vida dela
Irão um dia chegar
Com brutalidade eu começo
Forçando a entrada e a fazendo chorar

-

Sem falsas esperanças
Ou juras de amor
Curro-lhe as pueris nádegas
E deixo minha marca efêmera de porra leitosa
E deixo minha marca psicológica eterna estampada na cabeça dela.



III - Rogai


Perdido no mais recôndito cantinho da minha mente
Misturava os sentimentos
Pecado ou não?
Abria os olhos e a epifania se me vinha
E eu falava: “Mas livrai-me do mal”
E o coro dos fiéis repetia laconicamente: “Amém”


Eu os indistinguia: homens e mulheres, jovens ou velhos
Mas eu sentia uma réstia de um tesão inexplicável
Por aqueles que justamente nada poderia sentir
Condenado eu à cadeira do dragão do inferno?
Não sei!
Sei do volume por baixo da minha bata
Quando eu empurrava a óstia por aquela boca pueril
Quedando-me em malícias
E imaginando ali ser meu pau


Uma voz reverberava em mim e dizia:
“Sued, isso é pecado”
Imaginava que a voz fosse reflexo
Reflexo da onipresença e da onisciência de Deus
Que com seu olho via o que se passava
Na sacristia, depois da missa
felattio e orgias
Homéricas em primazia


Auto-penitência para extirpar da carne
Malévolos pensamentos, ditames demoníacos
Ou entregar-me aos prazeres frívolos do pedaço do meu músculo
Que intumesce de sangue quando eu avisto os garotos?
Dúvidas me corroem
E eu não cedo a elas. E continuo a pregar aos fiéis
E continuo a executar meu hediondo crime particular
Que todos rechaçam
E só posso falar assim como se fosse uma auto-absolvição:
“Rogai por nós os pecadores”

5 comentários:

Anonymous said...

Muuuuito bom Sid! Adorei!

by Manu

Karimme said...

No fim da parte 'Anal', quando tu fechas com a frase: "E deixo minha marca psicológica eterna estampada na cabeça dela", mostra bem a questão do trauma, na qual o adulto tem a consciência das consequências dos seus próprios atos, mas um ímpeto de prazer o persegue tanto que acaba por cegar qualquer tipo de racionalidade.

A terceira parte, o 'Rogai' foi um tapa bem explorado e bem dado em cima da igreja e de pessoas que pregam 'a moral e os bons costumes', mas se escondem atrás de dogmas frágeis e de falsos celibatos pra explorar suas perversões de maneira cruel e inescrupulosa. Enfim, essas foram as minhas impressões e o que eu pude perceber da tua poesia.

Escreves muito bem, Sidclay. E como eu já disse outrora, espero ser assim quando eu crescer.
Abraços.

Karimme.

Anonymous said...

Tenso em diversos sentidos.

Abracos,
Claudio

Anonymous said...

Прикольная новость, как скоро ожидается поступление нового материала и вообщем стоит ожидать ?

Anônima said...

Brilhante!!! adorei