Jul 7, 2010

Pentelho fica grisalho (divagações)

Há cerca de 17, 18 anos eu era um adolescente, um contumaz punheteiro e estava vendo uma revista Playboy no conforto do meu banheiro. Passei pela primeira mulher nua e caí na sessão da reportagem do mês. Entrevista legal com o Angeli, cartunista paulista, ótimo e eu o adoro. No meio da entrevista o Angeli diz assim: “depois de certa idade até pentelho fica branco”. Na época eu não imaginava tal situação, pois meus hormônios estavam à flor da pele e eu imaginava-me adolescente etéreo e eterno, uma máquina de gozar algumas vezes por dia todos os dias.


Eis que aos 32 anos, depois de três ou quatro fios brancos na minha barba, descobri bem perto da base do meu pau o primeiro sinal aquiescente da maturescência do meu ser: o primeiro fio grisalho no meu púbis. Arranquei-o não como sinal de vergonha ou de impotência contra os desmandos do avançar da idade, mas como se querendo que um pelo a menos se multiplique em milhões por representar, talvez, sinal óbvio de “madureza”.

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