Costumo-me auto-intitular o Profeta do BBB. Acerto com freqüência as previsões que faço. Mas esse é um lado mais “místico” meu. Vamos aos fatos reais.
Há muito antes da final do BBB10 eu dizia que o Cadu ganharia o jogo. Errei. O Cadu nunca enfrentou um paredão; e sua simpatia junto ao público nunca antes foi testada. Devido a esse fato mudei minha opinião de quem será o campeão desse BBB10: Marcelo Dourado. O Dourado “provou” que a simpatia/empatia dele perante o público é absurdamente grande. Nos paredões onde ele enfrentou a Morango (Angélica) e o Dicesar ficou evidenciado que mais ninguém seria páreo para ele. Tanto que a Fernanda nem ousou chamar o Dourado pro último paredão, pois com certeza ela iria perder a vaga na final.
A pergunta que não quer calar é: por que eu votarei no Dourado, suposto homofóbico e, segundo uma análise anterior que fiz, misógino? Inicialmente, desfaçamos a imagem de homofóbico do Marcelo Dourado. Ele é que nem o Brasileiro médio: ele tem tolerância velada às bichas. Ou seja: ele suporta a presença delas, mas não toleraria uma aproximação mais íntima. Igualzinho aos milhões de Brasileiros que se dizem não preconceituosos, mas que soltam um “viado” para desqualificar um amigo ou um pederasta qualquer. Muito provavelmente igual ao caro leitor/a.
E meu voto é dele pelo simples fato de que gosto da não indiferença. O Cadu é muito certinho, muito bonitinho, não fala palavrão, não tem opiniões radicais etc. A Fernanda idem, só que numa versão muito mais mosca morta. O Marcelo Dourado, não. Ele é transparente, ousado e fala o que quer e o que pensa. Na lata. Na cara do expectador. Esses fatos bastam para um anônimo faturar 1,5 milhão de Reais por ter participado de um reality show inócuo e vazio? Claro que sim. BBB é lixo, é cultura, objeto de Teses acadêmicas (algumas mui duvidosas) e é a expressão mais singular da máxima da indústria do cinema “it´s entertainment”. Nada mais que isso.
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