- Me deixa colocar, vai?
- Não! No cuzinho, não! Dói!
- Dói não! Uso lubrificante, amaciantes e penetrantes.
- Dói não? Isso porque não é seu cu que tá na berlinda...
(aquela pendenga já se arrastava por muito tempo. E parecia que ali, naquele covil de paredes brancas, tudo estava pouco resoluto)
- Meu rapaz, decida-se! Quase todo mundo chega aqui com receio, mas depois deixam-se, todos, que eu coloque.
- Nem por 500 conversas eu te deixo meter essa porra em mim.
- O que é bobagem da sua parte. Seu ânus não é fonte de sua masculinidade. Rompê-lo não o fará menos macho.
- Puta... tem uma música para relaxar pelo menos.
- Não.
- Aqui, então, é tudo no seco, é?
- Como você acha que eu procedo? Sou profissional!
- Ok! Mete logo essa porra! Mas com cuidado que eu quero as pregas todas no lugar.
- Relaxe profundamente e deite-se em decúbito ventral. Deixe comigo que eu entendo das coisas: JANETE, por favor!
Entra Janete, uma cabrocha hiper-negra, empunhando luvas cirúrgicas e fechando a porta às suas costas onde se lia numa plaquinha: DR. CARNEIRO, PROCTOLOGISTA.
Aug 27, 2009
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